Levantamento aponta ainda 3.054 casos e 767 internações em UTI entre 1º de janeiro e 14 de julho. Causas dos índices elevados ainda precisam ser investigadas.
A região de São José do Rio Preto registrou 170 mortes por doenças respiratórias entre 1º de janeiro e 14 de julho de 2026.
No mesmo período, foram contabilizados 3.054 casos e 767 internações em unidades de terapia intensiva (UTI).
A taxa de mortalidade chegou a 10,31 óbitos para cada 100 mil habitantes, colocando a região à frente de Bauru, com 8,87; Taubaté, com 5,63; e Campinas, com 4,8.
Os números correspondem à região de saúde de Rio Preto e não apenas ao município de São José do Rio Preto.
Região lidera incidência de casos
A incidência de doenças respiratórias no Noroeste paulista chegou a 185,17 casos para cada 100 mil habitantes.
O índice é superior ao registrado na região de Campinas, que aparece na sequência, com 104,49 casos por 100 mil habitantes.
A diferença entre as regiões acende um alerta e reforça a necessidade de uma análise epidemiológica mais aprofundada.
Influenza, Covid-19 e VSR estão entre os principais vírus
Entre os agentes associados aos quadros graves de doenças respiratórias estão:
vírus influenza, causador da gripe;
vírus sincicial respiratório, conhecido como VSR;
SARS-CoV-2, responsável pela Covid-19;
rinovírus;
adenovírus.
Idosos, crianças, gestantes e pessoas com comorbidades fazem parte dos grupos com maior risco de desenvolver complicações.
Vacinação ajuda a reduzir internações e mortes
A vacinação contra influenza e Covid-19 continua sendo uma das principais formas de prevenção contra casos graves, internações e mortes.
Outras medidas também ajudam a reduzir a transmissão dos vírus, como manter ambientes ventilados, lavar as mãos com frequência, cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar e evitar contato com outras pessoas ao apresentar sintomas gripais.
Os dados disponíveis, porém, não permitem afirmar que uma eventual baixa cobertura vacinal seja a causa direta do número elevado de mortes.
Motivos dos índices elevados ainda são desconhecidos
Ainda não há uma explicação conclusiva para os indicadores registrados na região de Rio Preto.
Entre os fatores que precisam ser analisados estão:
cobertura vacinal;
acesso da população aos imunizantes;
procura tardia por atendimento;
condições climáticas;
características demográficas;
estrutura da rede hospitalar;
disponibilidade de leitos;
circulação mais intensa de determinados vírus.
Sem uma investigação detalhada, não é possível determinar por que a região apresenta números proporcionalmente superiores aos de outras áreas do estado.
Autoridades precisam detalhar os casos
Para compreender o cenário, é necessário informar quantas mortes ocorreram em cada município, a idade das vítimas, a existência de comorbidades, o histórico de vacinação e os vírus identificados nos pacientes.
Também é importante esclarecer se houve dificuldade de acesso ao atendimento, demora na internação ou falta de leitos de enfermaria e UTI.
Os números exigem acompanhamento, transparência e medidas específicas para reduzir novos casos graves e mortes.









