Municípios da região entram nesta terça-feira (25) na etapa decisiva de uma disputa milionária por recursos destinados a obras de saneamento, drenagem, combate à erosão e redução de perdas de água.
O Comitê da Bacia Hidrográfica dos Rios Turvo e Grande, sediado em São José do Rio Preto, realiza às 14h sua 87ª reunião ordinária e deverá votar a indicação das prioridades de investimento do FEHIDRO para 2026.
Um parecer técnico obtido no sistema oficial do Comitê já coloca 16 projetos na lista de habilitados e hierarquizados. Juntos, eles pedem R$ 8,37 milhões ao Fundo Estadual de Recursos Hídricos.
Entre os maiores pedidos estão R$ 1,05 milhão para equipamentos da estação de tratamento de esgoto de Votuporanga, R$ 1 milhão para substituição de um emissário de esgoto em Tabapuã e R$ 987,7 mil para galerias de águas pluviais em Olímpia.
Também aparecem projetos de Catiguá, Novais, Taiaçu, Palestina, Paraíso, Pirangi, Ouroeste e Guapiaçu, além de propostas apresentadas pela FUNDAG.
CAJOBI FICA NA PORTA
Um projeto do Semae de Cajobi, de R$ 469,6 mil em recursos do FEHIDRO, foi considerado habilitado, mas ficou em carteira por falta de dinheiro disponível.
Segundo o parecer, restavam R$ 438,6 mil. Uma diferença de aproximadamente R$ 31 mil separava o projeto da possibilidade de entrar na lista de prioridades, e a Câmara Técnica recomendou consultar o tomador sobre o aumento da contrapartida.
QUEM FICOU FORA NO PARECER
Quatro propostas foram consideradas inabilitadas na análise técnica.
Cardoso pediu R$ 1,03 milhão para uma obra de drenagem urbana, mas não apresentou o estudo hidráulico-hidrológico solicitado.
Ouroeste também teve uma proposta de R$ 389,2 mil para galeria de águas pluviais inabilitada pela ausência do mesmo estudo.
Um projeto de R$ 374,5 mil do SAAE de Severínia ficou de fora por falta de documentação relacionada às condicionantes.
Já uma proposta de R$ 503,6 mil da Casa Militar do Governo do Estado para mapeamento de áreas de risco foi considerada incompatível com as ações previstas no programa de investimentos.
A decisão política e administrativa passa agora pelo plenário do Comitê.
E um detalhe chama atenção: a Prefeitura de Rio Preto não aparece como tomadora entre os 16 projetos habilitados no parecer técnico. Há, porém, um projeto da FUNDAG de R$ 506,7 mil previsto para ser desenvolvido no município.
O RP24H acompanha a reunião para mostrar quais projetos serão efetivamente aprovados, quais poderão ficar sem recursos e se haverá mudança na lista apresentada pela Câmara Técnica.
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