Mais um caso de violência contra a mulher chama a atenção na região de São José do Rio Preto. Um homem que matou a esposa a facadas estava em liberdade condicional e, segundo relato do próprio filho, havia deixado a prisão apenas 44 dias antes do crime. Ele também já possuía condenação por homicídio cometido na década de 1990.
Além da investigação sobre as circunstâncias do assassinato, o episódio volta a levantar uma questão que preocupa autoridades e famílias: a quantidade de mulheres que procuram proteção após episódios de violência doméstica.
Em Rio Preto, os pedidos de medidas protetivas cresceram 40% em período recente. A cidade mantém a Patrulha Maria da Penha, serviço especializado da Guarda Civil Municipal destinado principalmente ao acompanhamento de mulheres que possuem medidas protetivas determinadas pela Justiça.
Somente no primeiro semestre de 2026, a Patrulha Maria da Penha passou a acompanhar 943 novas vítimas. Durante o período, foram realizadas 1.318 visitas e 63 pessoas foram presas por descumprimento de medidas protetivas.
Segundo a Prefeitura, mulheres com medida protetiva podem receber acompanhamento da Patrulha, que realiza visitas e ações voltadas à fiscalização do cumprimento das determinações judiciais.
Os números mostram que o combate à violência contra a mulher não termina com o registro de uma ocorrência. A proteção da vítima, o cumprimento das medidas judiciais e o acompanhamento de situações consideradas de risco são etapas fundamentais para tentar impedir que agressões evoluam para casos ainda mais graves.









