O Ministério Público de São Paulo pediu à Justiça o afastamento imediato de cinco conselheiras tutelares de Ribeirão Preto por suposta omissão no acompanhamento do caso de Sophia Emanuelly dos Santos, de 3 anos, que morreu em fevereiro deste ano após sofrer sucessivas agressões.
Além do afastamento cautelar, a Promotoria requer a cassação definitiva dos mandatos e que as cinco conselheiras fiquem inelegíveis para o Conselho Tutelar por oito anos.
Sophia deu entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com graves sinais de violência, incluindo múltiplas lesões, fraturas, desnutrição severa e edema cerebral. A criança não resistiu aos ferimentos.
O avô materno da menina e a companheira dele foram denunciados pelo Ministério Público por homicídio e permanecem presos preventivamente, aguardando julgamento.
Em nota, o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) informou que eventuais irregularidades atribuídas a conselheiros tutelares podem ser apuradas por meio de Processo Administrativo Disciplinar (PAD).
O caso segue sob análise da Justiça.










