A proporção de crianças com celular no Brasil registrou queda pela primeira vez desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), realizada pelo IBGE.
Segundo os dados divulgados nesta quinta-feira (2), em 2025, 55,2% das crianças entre 10 e 13 anos possuem celular, uma redução de 1,5 ponto percentual em comparação ao ano anterior.
Segurança e privacidade são os principais motivos
De acordo com a pesquisa, a principal razão para que crianças não tenham telefone celular passou a ser a preocupação com privacidade e segurança, citada por 32% dos responsáveis.
Esse percentual representa crescimento de 7,8 pontos em relação ao levantamento anterior e quase dobrou desde 2022.
Especialistas apontam que o aumento da exposição nas redes sociais e as restrições ao uso de celulares nas escolas ajudaram a reforçar essa preocupação entre pais e responsáveis.
Queda também no acesso à internet
Além da redução na posse de celulares, o IBGE identificou uma leve queda no acesso à internet entre crianças de 10 a 13 anos, passando de 84,9% para 84,4%.
Esse foi o único grupo etário a registrar recuo no acesso digital.
Idosos ampliam uso da tecnologia
Enquanto as crianças apresentaram queda, os idosos seguem no caminho contrário. Em 2025, 74,5% das pessoas com mais de 60 anos utilizavam internet, um avanço de 4,4 pontos percentuais em relação ao ano anterior.
O uso de celulares entre idosos também cresceu, passando de 78,3% para 80,3%.
Tecnologia cada vez mais presente no cotidiano
A pesquisa mostra ainda que o uso da internet para serviços financeiros, compras online e serviços públicos continua crescendo no país.
Entre as atividades mais realizadas estão chamadas de voz e vídeo, envio de mensagens por aplicativos e consumo de vídeos, filmes e séries.
Os dados reforçam que, enquanto cresce a preocupação com a segurança digital infantil, a tecnologia se consolida como ferramenta essencial para todas as gerações.









