Um enfermeiro de 32 anos procurou a Polícia Civil após afirmar que vem sendo alvo de episódios de intolerância religiosa e homofobia dentro de um condomínio no bairro Higienópolis, em São José do Rio Preto.
Segundo o relato registrado à polícia, um dos episódios aconteceu enquanto ele realizava um ritual religioso dentro do próprio apartamento. Uma vizinha teria usado o interfone inicialmente para reclamar do volume do som, mas, durante a conversa, teria feito comentários considerados ofensivos contra a religião praticada pelo morador.
O enfermeiro afirmou que os conflitos não começaram agora. Segundo ele, já teriam ocorrido outras situações que considera discriminatórias, inclusive comentários feitos pela vizinha a outras pessoas sobre sua vida pessoal e suas práticas religiosas.
À Polícia Civil, o morador declarou acreditar que esteja sendo perseguido tanto por sua crença quanto por sua orientação sexual.
O enfermeiro relatou ainda que episódios anteriores de violência e discriminação tornaram a situação emocionalmente ainda mais difícil. Diante dos conflitos, informou que está tomando providências para deixar o condomínio.
O caso foi comunicado às autoridades e deverá ser apurado. Até o momento, o relato apresentado pelo enfermeiro representa a versão do denunciante, e eventual responsabilidade deverá ser definida após investigação.
Intolerância religiosa e discriminação por orientação sexual não devem ser naturalizadas. Respeitar a crença, a identidade e a dignidade de cada pessoa é fundamental para uma convivência em sociedade.
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