A investigação sobre o corpo esquartejado encontrado em lixeiras no Parque Estoril, em São José do Rio Preto, ganhou novos desdobramentos após a conclusão da necrópsia realizada pelo Instituto Médico Legal (IML). O exame confirmou que os restos mortais pertencem a uma mulher e apontou que a vítima apresentava diversas perfurações na região do tórax. Segundo a perícia, ela já estava morta havia aproximadamente 72 horas quando as partes do corpo começaram a ser localizadas. A identidade da vítima ainda não foi confirmada.
O caso veio à tona na manhã de segunda-feira (27), quando um funcionário de uma marmitaria foi descartar o lixo e percebeu um forte odor vindo de uma lixeira. Ao verificar o conteúdo, encontrou um pé humano e acionou a Polícia Militar. Durante as buscas, policiais localizaram outras partes do corpo em uma segunda lixeira, a poucos metros de distância, acondicionadas em sacos de lixo.
Ainda no local, os policiais suspeitaram que a vítima fosse do sexo feminino ao constatarem que um dos pés e uma das mãos tinham as unhas pintadas com esmalte vermelho. A hipótese foi posteriormente confirmada pelo exame necroscópico.
Horas depois, uma nova denúncia levou equipes policiais até as proximidades de um campo de futebol, no cruzamento das ruas Aerópago de Itambé e Dom Azeredo Coutinho. No local, outra parte do cadáver, uma perna, foi encontrada após moradores relatarem um forte cheiro vindo de sacos de lixo. A área foi isolada para novos trabalhos da Polícia Científica.
As investigações são conduzidas pela Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic). Peritos realizam a coleta de impressões digitais e de material genético para tentar identificar a vítima. Os exames também devem auxiliar na reconstrução da dinâmica do crime e na identificação dos responsáveis.
Os restos mortais permanecem no IML, enquanto a Polícia Civil segue com as investigações para esclarecer a autoria, a motivação e todas as circunstâncias do homicídio.









