Canetas emagrecedoras no SUS começaram a ser utilizadas em um projeto-piloto autorizado pelo Ministério da Saúde para avaliar a eficácia do tratamento em pacientes com obesidade atendidos pelo Sistema Único de Saúde. A iniciativa será realizada no Grupo Hospitalar Conceição (GHC), no Rio Grande do Sul, e acompanhará 250 pacientes durante dois anos.
O estudo, chamado Real-Bari, utilizará a semaglutida, princípio ativo presente em medicamentos utilizados no tratamento da obesidade e do diabetes, para analisar os impactos clínicos, a perda de peso, a qualidade de vida dos pacientes e os custos da terapia no sistema público de saúde.
Quem poderá participar do estudo
Nesta primeira fase, participarão apenas pacientes que já fazem acompanhamento no Grupo Hospitalar Conceição e apresentam obesidade grave ou doenças associadas.
Entre os critérios estabelecidos estão diagnóstico de obesidade há pelo menos 12 meses e falha comprovada no tratamento convencional, incluindo dieta orientada e prática regular de atividade física por, no mínimo, dois meses.
Os participantes também deverão conseguir realizar a autoaplicação do medicamento ou contar com o auxílio de um cuidador.
Pesquisa vai avaliar custos e resultados
Durante os dois anos de acompanhamento, os pesquisadores analisarão indicadores como percentual de perda de peso, evolução da saúde dos pacientes, exames clínicos, qualidade de vida, recuperação pós-operatória e os custos da utilização do medicamento no SUS.
Segundo o Ministério da Saúde, o objetivo é produzir informações que possam orientar futuras decisões sobre a incorporação desse tipo de tratamento à rede pública.
Projeto é considerado pioneiro
Durante o lançamento do projeto, um paciente recebeu a primeira aplicação da medicação.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o estudo coloca o Brasil entre os países que avaliam o uso desse tipo de medicamento no sistema público de saúde. Segundo ele, além da obesidade e do diabetes, pesquisas futuras poderão investigar o uso da tecnologia no tratamento de outras doenças crônicas.
O protocolo foi elaborado pelo Grupo Hospitalar Conceição em parceria com o Ministério da Saúde, com acompanhamento de médicos especialistas durante todo o período da pesquisa.









