Itamar Borges (MDB) está novamente na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa de São Paulo. Candidato a deputado estadual em 2026, com o número 15300, ele declarou à Justiça Eleitoral R$ 6.588.140,76 em bens.
A trajetória do parlamentar também carrega uma longa disputa judicial relacionada ao período em que foi prefeito de Santa Fé do Sul. Em ação de improbidade proposta pelo Ministério Público, Itamar foi acusado de autorizar, em 2001, o pagamento de 17 notas fiscais fraudulentas. Segundo o processo, havia um esquema envolvendo notas “frias”, algumas atribuídas a empresas inexistentes ou que comercializavam produtos diferentes daqueles descritos nos documentos, envolvendo recursos da Prefeitura e da Fundação de Educação e Cultura do município.
Itamar foi absolvido em primeira instância, mas o TJ-SP reformou a decisão em 2016 e o condenou por improbidade. A decisão, porém, não transitou em julgado. Em 2024, uma liminar do STF afastou o impedimento eleitoral decorrente do caso e permitiu que ele disputasse normalmente a Prefeitura de Rio Preto.
Naquela eleição, Itamar chegou ao segundo turno, mas perdeu para o Coronel Fábio Candido (PL): foram 82.349 votos para Itamar contra 123.349 de Candido, que venceu com 59,97% dos votos válidos.
Politicamente, Itamar tentou ocupar um espaço menos ideológico em 2024. Aliado da base do governador Tarcísio de Freitas, buscou eleitores de centro e centro-direita e afirmou procurar o voto de quem estivesse “desapegado às ideologias”. Ao mesmo tempo, setores da esquerda recusaram apoio a ele no segundo turno e o classificaram como próximo ao bolsonarismo — avaliação contestada por sua campanha.
Agora, em 2026, patrimônio, trajetória política, processos e atuação parlamentar voltam ao radar do eleitor.
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