A discussão sobre as árvores existentes na Avenida Murchid Homsi ganhou espaço durante o debate sobre a revitalização da via. A intervenção é considerada necessária para enfrentar os problemas históricos de drenagem e alagamentos na região, além de requalificar a avenida e melhorar a mobilidade urbana.
Atualmente, o trecho que receberá as obras possui 1.323 árvores, sendo 544 de espécies nativas e 779 exóticas. Para viabilizar a implantação das novas estruturas de drenagem e as demais intervenções urbanísticas, será necessária a retirada de 943 exemplares — 440 nativos e 503 exóticos. Outras 380 árvores serão preservadas.
A supressão está diretamente relacionada à execução das obras previstas no local, que incluem a reforma e substituição de quase 1,8 mil metros de canais e galerias, oito travessias sobre o córrego, aproximadamente três quilômetros de novas tubulações, 425 bocas de lobo e mais de 3,6 mil metros de guias e sarjetas.
Como compensação ambiental, o projeto prevê o plantio de 5.374 mudas em uma área de 8,598 hectares. Desse total, 875 mudas, com aproximadamente 1,50 metro de altura, serão plantadas nos canteiros da própria Avenida Murchid Homsi. As outras 4.499 serão destinadas a áreas municipais.
A retirada das árvores dependerá da emissão das licenças ambientais exigidas. No trecho entre a Rodovia Washington Luís e a Represa Municipal, a autorização deverá ser concedida pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, a Cetesb.
Outro ponto discutido é a situação do córrego Aterradinho. O curso d’água não será canalizado e continuará aberto. Serão realizadas apenas adequações pontuais em sua largura para aumentar a capacidade de escoamento das águas pluviais entre a Avenida Marginal Governador Adhemar Pereira de Barros e a Represa Municipal.
Além das melhorias no sistema de drenagem, a revitalização prevê quatro quilômetros de ciclovia e pista de caminhada, nova iluminação, paisagismo, arborização e instalação de equipamentos de uso comunitário. As intervenções deverão beneficiar a Murchid Homsi e outras 25 vias próximas.
O debate sobre as árvores, portanto, está inserido em uma obra mais ampla, planejada para solucionar os alagamentos recorrentes, modernizar a infraestrutura da região e promover a recuperação ambiental. A discussão envolve a necessidade das intervenções, a preservação dos exemplares que podem ser mantidos e o acompanhamento da compensação ambiental prevista no projeto.










