Investigado de 65 anos foi localizado em Santa Bárbara d’Oeste; polícia apura fraudes contra empresas do setor têxtil
Um idoso suspeito de chefiar esquema de estelionatos foi preso pela Polícia Civil de Avaré nesta quarta-feira (22), em Santa Bárbara d’Oeste, no interior de São Paulo.
O investigado tem 65 anos e, segundo a corporação, já havia sido preso anteriormente pelo mesmo tipo de crime. Ele era acompanhado pelos policiais havia cerca de quatro meses e utilizava tornozeleira eletrônica no momento da abordagem.
A investigação apura um esquema de fraudes contra empresas do setor têxtil. Os prejuízos identificados inicialmente ultrapassam R$ 100 mil, mas a Polícia Civil acredita que o valor total possa ser maior.
Idoso suspeito de chefiar esquema de estelionatos era investigado há quatro meses
As investigações começaram depois que uma empresa de Avaré denunciou o uso indevido de sua identidade empresarial.
Segundo a Polícia Civil, criminosos teriam utilizado os dados do estabelecimento para realizar compras fraudulentas em nome da empresa.
A vítima percebeu o golpe depois que outros estabelecimentos começaram a cobrar o pagamento de mercadorias que ela não havia adquirido.
A partir da denúncia, os investigadores passaram a analisar documentos, movimentações comerciais, contatos telefônicos e endereços utilizados nas negociações.
Fraudes atingiram empresas de São Paulo e Minas Gerais
Durante a apuração, a Polícia Civil identificou indícios de que o grupo teria aplicado golpes contra diferentes empresas.
Os prejuízos iniciais ultrapassam R$ 100 mil e envolvem estabelecimentos localizados nos estados de São Paulo e Minas Gerais.
A corporação ainda trabalha para identificar todas as vítimas e dimensionar o valor total movimentado pelo esquema.
O idoso suspeito de chefiar esquema de estelionatos teria participação na coordenação das negociações fraudulentas, segundo a linha inicial da investigação.
A responsabilidade de cada envolvido ainda será apurada ao longo do inquérito policial.
Grupo utilizava identidades empresariais falsas
De acordo com a Polícia Civil, os investigados selecionavam empresas do setor têxtil e utilizavam identidades empresariais falsas para negociar compras de alto valor.
As mercadorias eram solicitadas em nome de empresas aparentemente regulares, o que ajudava o grupo a convencer vendedores e fornecedores.
Após a aprovação das compras, os produtos eram enviados para endereços definidos pelos investigados.
Em seguida, as mercadorias eram encaminhadas para receptadores em Ibitinga, cidade conhecida pela produção e comercialização de artigos têxteis.
A polícia investiga como os produtos eram revendidos e quem participava da redistribuição.
Dinheiro, celulares e documentos foram apreendidos
Durante a ação em Santa Bárbara d’Oeste, os policiais apreenderam:
- R$ 9 mil em dinheiro;
- Um notebook;
- Quatro aparelhos celulares;
- Cartões bancários;
- Documentos.
O material deverá ser analisado pelos investigadores e poderá auxiliar na identificação de outros integrantes, vítimas e movimentações financeiras.
Os celulares e o notebook também poderão passar por perícia para a recuperação de mensagens, arquivos, comprovantes e registros de negociações.
Centenas de toalhas de mesa foram localizadas
Em diligências realizadas nas cidades de Ibitinga e Americana, os policiais apreenderam centenas de toalhas de mesa.
Segundo a investigação, os produtos podem ter relação com as compras fraudulentas realizadas pelo grupo.
A origem das mercadorias será verificada por meio de notas fiscais, registros de entrega e informações fornecidas pelas empresas prejudicadas.
A Polícia Civil também deverá apurar se os produtos já estavam sendo revendidos ou se aguardavam distribuição.
Suspeito utilizava tornozeleira eletrônica
O investigado de 65 anos estava utilizando tornozeleira eletrônica no momento em que foi abordado.
A Polícia Civil informou que ele já havia sido preso anteriormente por estelionato.
A existência de antecedentes e o uso do equipamento de monitoramento serão considerados no andamento do processo, mas não substituem a apuração dos fatos relacionados ao novo caso.
Após a prisão, o homem foi encaminhado à Delegacia de Investigações Gerais de Avaré.
DIG continua investigando o esquema
O caso permanece sob responsabilidade da DIG de Avaré.
Os investigadores buscam identificar outros participantes, receptadores e possíveis empresas usadas para dar aparência de legalidade às negociações.
Também será analisado o caminho percorrido pelo dinheiro e pelas mercadorias.
O idoso suspeito de chefiar esquema de estelionatos permanece à disposição da Justiça. Os nomes dos demais investigados e das empresas envolvidas não foram divulgados.










