Produção “Y Anhemby – Rio Tietê”, dirigida pelo prudentino Vicentini Gomez, venceu o prêmio de Melhor Diretor no London Cine Awards, na Inglaterra.
O documentário de média-metragem “Y Anhemby – Rio Tietê”, dirigido pelo cineasta Vicentini Gomez, de Presidente Prudente, conquistou reconhecimento internacional ao receber o prêmio de Melhor Diretor no London Cine Awards, festival realizado em Londres, na Inglaterra.
A premiação marca o início da circulação do filme por festivais e amplia a projeção internacional da produção, que apresenta o Rio Tietê para além das imagens de poluição normalmente associadas ao trecho que atravessa a Região Metropolitana de São Paulo.
Para produzir o documentário, Vicentini Gomez e sua equipe percorreram o curso do Tietê, desde a nascente, na Serra do Mar, em Salesópolis, até a foz no Rio Paraná. A obra aborda a importância histórica, cultural, espiritual e ambiental do rio para o Estado de São Paulo e para a própria formação do Brasil.
“Falar sobre o Rio Tietê é falar sobre a formação do Brasil e sobre uma relação muito antiga com esse território. O filme parte da visão dos povos originários, para quem o rio sempre foi fonte de vida, caminho, alimento e também parte da família, um parente com o qual se estabelece uma relação de respeito e pertencimento”, explica o diretor.
O nome “Y Anhemby” foi uma das primeiras denominações dadas ao Rio Tietê pelos povos originários. A produção conduz o público por uma viagem entre o passado e o presente, lembrando que a história do rio começou muito antes da chegada dos colonizadores.
O documentário reúne imagens aéreas e terrestres, depoimentos de pesquisadores, historiadores, ambientalistas e cenas interpretadas por atores indígenas. Toni Gonçalves e Lucas Augusto Martins representam presenças ancestrais que conduzem parte da narrativa.
Também aparecem no filme Claudemir Causin, Rosana Monçoeira e Jane Anjos, além dos cururueiros Cassio Carlota, Vagner da Viola e Steffano Sossoniche.
Entre os entrevistados estão os historiadores Jonas Soares de Souza, André Figueiredo, João Carlos Cândido e Elton Bruno, a antropóloga Bernadete de Castro e o ambientalista Djalma Weffort.
Os relatos abordam o papel do Tietê na ocupação do território, nas monções, no transporte de pessoas e mercadorias, na formação da identidade paulista e nos atuais desafios ambientais enfrentados pelo rio.
Selecionado pelo Edital Fomento CultSP PNab nº 20/2024, o filme foi produzido pela Ilumina Serviços Culturais. A equipe conta com Hugo Caserta, responsável pela produção, edição e finalização; Diaulas Ullysses, na assistência de direção; Michel Vicentine Martins, autor da trilha sonora original; e Madalena Machado, responsável pelos figurinos.
A conquista em Londres representa o primeiro reconhecimento internacional da produção e reforça a proposta de recuperar a memória, a importância e a relação histórica dos povos brasileiros com um dos principais rios do país.










